quarta-feira, outubro 11, 2006

Intervalo...

Por razões políticas, pessoais, quimicas, fisicas, económicas, exógenas, intrinsecas, ideológicas, pragmáticas, biológicas, geográficas, intestinas, cardiacas, sentimentais, emocionais, entre mais algumas que não recordo neste momento...
Enfim, porque não terei acesso frequente à rede nos próximos tempos, este Blog vai Ladrar menos.
Que os raivosos que por aí andam, continuem a Morder e a enviar textos para o mail do costume:
A redacção
Ladrar é Morder!

segunda-feira, outubro 09, 2006

A segunda volta no Brasil - Nem Lula Nem Alckmin




O segundo turno anuncia uma enorme polarização eleitoral no país. Lula e Alckmin vão para uma disputa acirradíssima.
Uma eleição que estava praticamente ganha por Lula no primeiro turno transformou-se em uma disputa apertada por dois erros grosseiros do presidente e do PT. A montagem do dossiê contra José Serra e a ausência no debate na Globo causaram um terremoto na campanha.
Neste momento, mesmo os trabalhadores mais conscientes ficam na dúvida se não deveríamos apoiar Lula contra Alckmin. “Apesar de tudo, Lula era operário, e Alckmin representa a burguesia”. Ou ainda: “Lula é ruim, mas é de esquerda, enquanto Alckmin é de direita”.
Respeitamos muito a opinião e o sentimento desses trabalhadores, mas queremos explicar por que opinamos que a classe trabalhadora não deve apoiar nem Alckmin, nem Lula, e por que defendemos o voto nulo no segundo turno.
Alckmin é o candidato da direita tradicional, corrupta e antioperária...Temos em comum com muitos trabalhadores a rejeição aos banqueiros, à direita, a Alckmin e ao PSDB-PFL.
Alckmin é um candidato burguês, apoiado por uma parte dos banqueiros e da direita tradicional. Quem se lembra do que foi o governo Fernando Henrique não pode deixar de repudiar sua nova versão com Alckmin.
O tucano tem a cara de pau de se dizer “contra a corrupção” e pelo “desenvolvimento econômico”, mas é a continuidade do governo FHC, o responsável por um dos maiores (talvez o maior) escândalos de corrupção de todos os tempos. Só com as privatizações da Vale do Rio Doce e da Telebrás, o país foi roubado em cerca de 220 bilhões de reais, metade da atual dívida externa.
Esse dinheiro foi enriquecer as multinacionais e os políticos do PSDB e do PFL.O “desenvolvimento” defendido por Alckmin é o modelo neoliberal do FMI, imposto pelos governos Collor e FHC e também, infelizmente, por Lula.
Um projeto que destrói a soberania do país, privatiza estatais, a educação e a saúde, dá bilhões a banqueiros e grandes empresários e retira direitos e renda dos trabalhadores. ...mas Lula não representa os interesses dos trabalhadores.
A polarização entre Lula e Alckmin não é entre os trabalhadores, de um lado, e o capital, do outro.
O governo de Lula, infelizmente, não governou para os trabalhadores e a maioria do povo, mas sim para banqueiros e grandes empresas. As migalhas distribuídas no Bolsa Família têm a mesma explicação e o mesmo objetivo dos programas “sociais” dos governos de direita em todo o mundo: garantir uma base eleitoral e a aceitação do modelo neoliberal.
Querem que o povo se iluda com pouquíssima coisa e aceite um plano econômico a serviço de banqueiros, empresários e latifundiários.
Não é por acaso que os banqueiros e a burguesia estão divididos neste segundo turno. Nas eleições de 2004, os banqueiros e grandes empresários financiaram tanto PT como PSDB, e agora estão apostando em Lula e Alckmin.
Até Olavo Setúbal, o dono do Itaú, reconheceu que ``tanto faz`` quem ganhe.Bush, o maior representante do imperialismo, segue apoiando Lula. No próprio governo, existem grandes representantes da burguesia e da direita, como José Alencar (dono da maior empresa têxtil do país) e Henrique Meirelles (BankBoston).
Alckmin é de direita e Lula não é de “esquerda”
No passado, Lula foi de esquerda, mas hoje faz um governo de direita. Como podemos definir um governo que seguiu o mesmo plano neoliberal de FHC? É de esquerda? Como definir um governo que manda tropas para o Haiti, a serviço de Bush? De esquerda? Como definir quem tem aliados como José Sarney, Maluf e Jader Barbalho?
E a corrupção espantosa do governo Lula, não é a mesma da direita? A realidade é que tanto Lula como Alckmin são representantes da grande burguesia e da direita neste país. Apesar de Lula ter uma origem operária e de esquerda, defende os mesmos planos de Alckmin. O voto em Lula agora é um voto em quem vai atacar duramente os trabalhadores com as reformas trabalhista e da Previdência.
Lula e Alckmin vão atacar os trabalhadores. Precisamos organizar a luta!
A Câmara dos Deputados já aprovou, por proposta de Lula, o decreto do Supersimples, que retira dos trabalhadores das microempresas o direito ao 13º salário e a férias. Os donos dessas empresas podem, alegando dificuldades financeiras, retirar estes direitos históricos dos trabalhadores.
Tanto Lula como Alckmin já se comprometeram a ampliar esta reforma a todos os trabalhadores. O argumento é o mesmo usado por governos de direita em todo o mundo: “retirar estes direitos estimula os investimentos”. Uma mentira, confirmada em todos os países em que a reforma trabalhista ocorreu.
Os donos das empresas embolsam um lucro maior, e não existe “desenvolvimento” a mais. A outra reforma, já definida tanto por Lula como por Alckmin, é da Previdência.
O objetivo é elevar a idade mínima da aposentadoria para 65 anos. Há uma enorme disputa eleitoral entre Lula e Alckmin. Mas não existe nenhuma diferença em seus projetos contra os trabalhadores, porque ambos defendem as mesmas propostas exigidas pelas grandes empresas.
Se Lula representasse os trabalhadores e Alckmin a burguesia, teriam diferenças em seus programas. Mas não têm.O voto nulo é a alternativa realAfirmamos que votar em Alckmin é aceitar a volta da direita tradicional, que está tentando se aproveitar da falta de memória do povo em relação ao governo FHC. Afirmamos que o voto em Lula é um cheque em branco para quem já demonstrou servir aos interesses dos banqueiros e está preparando um grande ataque contra os trabalhadores, caso reeleito.
O voto nulo não indica somente a falta de alternativas eleitorais para os trabalhadores neste segundo turno. Uma grande soma de votos nulos enfraqueceria as duas candidaturas e o futuro governo eleito. Estivemos juntos com o PSOL e o PCB na Frente de Esquerda no primeiro turno das eleições, com a candidatura de Heloísa Helena.
Chamamos esses partidos, assim como os militantes independentes, a afirmarem conosco a defesa do voto nulo no segundo turno.

O Enxofre

Os invisíveis


Nepal

por Francisco M. Rodrigues

A nossa esquerda sente-se manifestamente embaraçada para falar da crise no Nepal. A razão: a guerrilha. O Avante, ao noticiar os últimos acontecimentos, diz discretamente que "povo, oposição e guerrilha lutam…"
Do lado do Bloco de Esquerda, o Combate e a Comuna ignoram simplesmente o assunto. E o Ruptura da FER, que se pretende mais radical, atribui numa pequena nota o levantamento popular apenas às actividades da oposição parlamentar, como se a guerrilha não existisse.
Ora, tudo o que tem acontecido nas últimas semanas resultou de largos anos de luta de guerrilha, conduzida pelo Partido Comunista (Maoísta). Foi ela que levantou os camponeses contra a opressão e deu uma força avassaladora às reivindicações de República, Assembleia Constituinte e Reforma Agrária – reivindicações até há pouco tempo consideradas "lunáticas" pela oposição legalista (em que se inclui um falso PC), essa mesma oposição que agora procura apropriar-se dos frutos da luta de massas.
Interessados em conseguir acesso ao aparelho de Estado, deixaram que o exército massacrasse durante anos os camponeses em armas. Só entraram no carro da luta radical quando a guerrilha chegou às portas da capital e o poder real começou a desmoronar-se.
Muito revelador, este pudor da nossa esquerda em reconhecer que a luta armada popular tem sido o motor da libertação do povo nepalês.

O BE segundo a PO


Bloco de Esquerda
MODERNOS, PÓS-MODERNOS E CAVERNÍCOLAS

em Politica Operária
http://www.politicaoperaria.net/textos/artigo105_2.html

Está em curso no Bloco uma reflexão sobre o rumo estratégico do partido. Enquanto não se chega a conclusões, temos que nos contentar com o que vai saindo a público. Segundo Gil Garcia (Ruptura, Abril), o debate na Mesa Nacional foi manchado por "inúmeras provocações, calúnias e acusações" dirigidas aos que discordaram da proposta oficial. Por contestarem o objectivo de chegar ao governo por via eleitoral e não revolucionária foram acusados de querer "regressar à caverna".

Mas o debate foi muito além da oposição entre "cavernícolas" e "modernos", porque os próprios "modernos" estiveram por sua vez debaixo do fogo da facção "pós-moderna". É assim que João Teixeira Lopes, a pessoa do Bloco menos suspeita de "conservadorismo", desabafa no Combate: "Alguns camaradas gostariam de nomear esta esquerda de pós-moderna (...). Seria um convite para um salto mortal, no qual não entro: o de nos considerarmos pós-comunistas ou mesmo pós-socialistas, à semelhança do que acontece com a Refundação Comunista em Itália".Em defesa da posição oposta, ao que se depreende, dois outros militantes, Hugo Dias e J. Luciano Vieira, explicam, no mesmo número do Combate, porque não lhes serve o conceito de "esquerda moderna": "A noção de modernidade encontra-se intrinsecamente associada ao contexto do século XX, à ideia de um bem absoluto, de um programa político máximo, de uma ordem social que poderia (assim se acreditava) ser caracterizada a régua e esquadro".

Ora, o Bloco, defendem, tem que se inserir na "lógica da movimentação", ou seja, da "prevalência do processo sobre a estrutura, da dinâmica e da interacção sobre programas e dogmas preestabelecidos, da mutação sobre o definitivo..." Liberdade total, reclama a novíssima geração bloquista, para quem a própria opção reformista tradicional já se torna um espartilho intolerável. E explicam porquê: o desafio do Bloco não é a "clássica questão da tomada do poder" mas tornar-se maioria social, ou seja, "criar em Portugal um movimento político capaz de ser catalisador da efervescência social e tornar-se um fórum capaz de agregar de forma aberta a maioria dos activistas do pais"; "um projecto que, mais do que exercer o poder tal como ele é concebido, visa operar uma transformação radical nas relações desiguais de poder existentes". Os seus activistas deverão "disputar o território do aparelho de Estado, da mesma forma que disputam o espaço das vivências sociais de base".

Com esta linguagem "inovadora", convenientemente impenetrável, salpicada de engodos para atordoar os papalvos ("efervescência social", "fóruns", "maioria social"), os pós-modernos varrem tudo o que possa ainda sugerir ligação à luta de classes. Querem as mãos livres para "disputar o território do aparelho de Estado". Num primeiro comentário, cabe-nos saudar a clarificação em curso no Bloco. E anotar que só nos surpreende que alguém se surpreenda com os últimos desenvolvimentos.

As queixas da FER são injustificadas. Como assinalámos desde o início, o surgimento desta nova força pela associação puramente comercial de três organizações em processo de decomposição ideológica só podia potenciar o que de mais retrógrado existia em cada uma delas. O Bloco apenas consagrou e deu autoridade à tendência, que vinha crescendo imparavelmente nos partidos seus constituintes, para abandonar a postura revolucionária, geralmente considerada como "não operativa" nas circunstâncias actuais. O seu programa implícito foi, desde o início, ganhar peso eleitoral para poder disputar a participação no poder.

Só por lirismo imperdoável poderia alguém esperar que o contrato de 1999 desse lugar a uma inflexão de esquerda a meio do percurso. Os bloquistas libertaram-se do sinal de alarme que há 30 anos era o sustentáculo da extrema-esquerda: cuidado com os que nos convidam a trocar os referenciais de classe por noções democráticas gerais, porque esses querem levar-nos às boas para o campo do inimigo. As experiências dos Verdes, do PT brasileiro, da Refundação Comunista italiana, etc., não os abalam, pelo contrário, enchem-nos de confiança. O que interessa é avançar "audaciosamente" à "conquista da maioria social".

Ora, precisamente, este objectivo da "conquista da maioria social", em período de contra-revolução, contém todo um programa de cooptação pelo sistema. As "audácias" do Bloco trazem à memória a velhíssima aventura das moscas que se lançam denodadas à conquista do papel mata-moscas.

National Impeachment Movement

National Impeachment Movement

National Impeachment Movement Ignored by Corporate Media
By Peter Phillips
If a national movement calling for the impeachment of the President is rapidly emerging and the corporate media are not covering it, is there really a national movement for the impeachment of the President?
Impeachment advocates are widely mobilizing in the U.S. Over 1,000 letters to the editors of major newspapers have been printed in the past six months asking for impeachment. Pittsburgh Post-Gazette letter writer George Matus says, “I am still enraged over unasked questions about exit polls, touch-screen voting, Iraq, the cost of the new Medicare…who formulated our energy policy, Jack Abramoff, the Downing Street Memos, and impeachment.”
David Anderson in McMinnville, Oregon pens to the Oregonian, “Where are the members of our congressional delegation now in demanding the current president’s actions be investigated to see if impeachment or censure are appropriate actions?” William Dwyer’s letter in the Charleston Gazette says, “Congress will never have the courage to start the impeachment process without a groundswell of outrage from the people.”
City councils, boards of supervisors, and local and state level Democrat central committees have voted for impeachment. Arcata, California voted for impeachment on January 6. The City and County of San Francisco, voted Yes on February 28. The Sonoma County Democrat Central Committee (CA) voted for Impeachment on March 16.
The townships of Newfane, Brookfield, Dummerston, Marlboro and Putney in Vermont all voted for impeachment the first week of March. The New Mexico State Democrat party convention rallied on March 18 for the ”impeachment of George Bush and his lawful removal from office.”
The national Green Party called for impeachment on January 3. Op-ed writers at the St. Petersburg Times, Newsday, Yale Daily News, Barrons, Detroit Free Press, and the Boston Globe have called for impeachment. The San Francisco Bay Guardian (1/25/06) The Nation (1/30/06) and Harpers (3/06) published cover articles calling for impeachment. As of March 16, thirty-two US House of Representatives have signed on as co-sponsors to House Resolution 635, which would create a Select Committee to look into the grounds for recommending President Bush’s impeachment.Polls show that nearly a majority of Americans favor impeachment.
In October of 2005, Public Affairs Research found that 50% of Americans said that President Bush should be impeached if he lied about the war in Iraq. A Zogby International poll from early November 2005 found that 53% of Americans say, "If President Bush did not tell the truth about his reasons for going to war with Iraq, Congress should consider holding him accountable through impeachment."
A March 16, 2006 poll by American Research Group showed that 42% of Americans favored impeaching Bush.Despite all this advocacy and sentiment for impeachment, corporate media have yet to cover this emerging mass movement. The Bangor Daily News simply reported on March 17 that former US Attorney General Ramsey Clark has set up the website Votetoimpeach.org and that other groups are using the internet to push impeachment.
The Wall Street Journal, on March 16, editorialized about how it is just “the loony left” seeking impeachment, but perhaps some Democrats in Congress will join in feeding on the “bile of the censure/impeachment brigades.” The corporate media are ignoring the broadening call for impeachment — wishing perhaps it will just go away. Television news and talk shows have mentioned impeachment over 100 times in the past 30 days, mostly however in the context of Senator Russ Feingold’s censure bill and the lack of broad Democrat support for censure or impeachment.
Nothing on television news gives the impression that millions of Americans are calling for the impeachment of Bush and his cohorts. The Bush Administration lied about Iraq, illegally spied on US citizens, and continues war crimes in the Middle East. Despite corporate media’s inability to hear the demands for impeachment, the groundswell of outrage continues to expand.
Peter Phillips is a Professor of Sociology at Sonoma State University and Director of Project Censored a media research organization. Impeach the President: The Case Against Bush and Cheney by Dennis Loo and Peter Phillips is scheduled for release this summer by Seven Stories Press.



Mais verdades para ir matando o embuste!

Mc "paciência": o Jogo!


http://www.mcvideogame.com/index.html

Não deixa de ser melhor do que jogar a paciência...



descoberto por Pedro Vicente

Filho(a) de peixe mesmo que não saiba... nada!



Sabe-se hoje, dia 27 no Público que a jovem distinta advogada Vera Sampaio (terminou o curso com média de 10 valores) com uma carreira de "dezenas de anos e larga experiência" foi contratada como assessora pelo membro do Governo Senhor Doutor Manuel Pedro Cunha da Silva Pereira, distinto Ministro da Presidência....

Como a tarefa não é muito cansativa foi autorizada a continuar a dar aulas numa qualquer universidade privada onde ganha uns tostões para compor o salário e poder aspirar a ter uma vidinha um pouco mais desafogada.

O facto de ser filha do Senhor Ex-Presidente da República das Bananas que também dá pelo nome de Portugal, não teve nada a ver com este reconhecimento das suas capacidades, juro pela saúde do Engenheiro Sócrates. Há famílias a quem a mão do Senhor toca com a sua graça. Ámen.

Neste caso soube-se há tempos que o filhote depois de se ter formado foi logo para consultor da Portugal Telecom, onde certamente porá toda a sua experiência ao serviço de todos nós. Agora, como já ontem se disse, calhou a sorte à maninha e lá vai ela toda lampeira em part-time para o desgoverno, onde certamente porá toda a sua experiência ao serviço de todos nós.

E o papá para não fugir à regra, depois de escavacar uns bons centos de milhares de euros, na remodelação do um palacete ali para a Ajuda, onde instalará um gabinete, para onde será transportado pelo nosso carro, com o nosso motorista e onde certamente porá toda a sua experiência ao serviço de todos nós.

Falta arranjar um tacho para a matriarca que de momento tem que se contentar com as da cozinha.Isto tudo passa-se num sítio mal frequentado onde um milhão e duzentas mil pessoas vivem com uma reforma abaixo dos 375 Euros por mês. Parece mentira, não parece?

(ESTE É APENAS UM CASO, ENTRE MUITOS, QUE TÊM SIDO REVELADOS E DIVULGADOS ATRAVÉS DA INTERNET... PORQUE AS TELEVISÕES DESTE PAÍS ESTÃO BEM CONTROLADAS POR UMA FORÇA OCULTA(???)... DIZEM TODAS O MESMO...SEMPRE MAIS DO MESMO... E O MESMO DEMAIS...E NO FIM SABEMOS O MESMO DE NADA...E ISTO TEM ACONTECIDO EM TODOS OS GOVERNOS...L.S.)
Contributo de Raquel Varela e José Lança

domingo, outubro 08, 2006

Personagens da pobre política tuga II

outros papas:

o papa Alegre
o papa Jerónimo
e o papa Rat(o)zinger

o obsceno Jerónimo
a múmia Soares
o jurásico Soares

o Louçã do Soares e do futuro o (zé) de ninguém

o kalifa do Louçã e da Joana Amaral Dias

a estátua do Sócrates Em http://jumento.blogdrive.com

Personagens da pobre política tuga

Sócrates Cagão
Sócrates Gates Sócrates e Cavaco
o casal maravilha
O pequeno Mendes Pinto
Sócrates Hanks
Cavaco e Sócrates Nureyev
Cavaco Nureyev

Sócrates Nureyev
O casal maravilha volta a atacar

Uma mijadela no imperialismo!

Manifesto anti-praxe


Porque vemos na praxe uma prática que atenta contra os mais elementares direitos humanos, nomeadamente a liberdade, a igualdade, a integridade física e psicológica e a livre expressão da individualidade, ao mesmo tempo que exalta os valores mais reaccionários da nossa sociedade.
Porque não vemos qualquer motivo para a existência de hierarquias entre estudantes, tendo em conta que todos devem ser tratados por igual nas relações interpessoais.
Porque acreditamos que a tradição nunca poderá ser um entrave à mudança, muito menos, poderá alguma vez legitimar um comportamento inaceitável emqualquer sociedade.
Porque não aceitamos o poder auto-instituído e nada democrático dos organismos da praxe, que se constituem em estruturas paralelas com regras próprias.
Defendemos que a recepção aos novos alunos, sempre que se justifique a sua existência, se deve basear em relações de igualdade.
Nesta iniciativa, os estudantes olhar-se-ão nos olhos e tratar-se-ão por "tu", construindo um conjunto de redes de solidariedade e de camaradagem não exclusivas.
Todos se divertirão por igual, deixando a diversão de uns de ser a humilhação de outros.
Desta forma, incentivar-se-á o verdadeiro altruísmo que consiste em ajudar osoutros sem exigir qualquer contrapartida. Defendemos igualmente que a faculdade deve ser uma instituição aberta ao mundo que a rodeia, transformando-o e sendo por ele transformada.
Uma instituição quedeve proporcionar a livre intervenção e fomentar a criatividade, não impondo códigos de conduta nem promovendo a segregação. Mas este ideal nunca será concretizável enquanto o espírito da praxe reinar na faculdade. Exigimos ainda que as instituições de Ensino Superior tomem sobre si a responsabilidade de prestar todas as informações e aconselhamento necessáriosaos estudantes, quebrando assim com o princípio paternalista do "apadrinhamento" que compromete e fragiliza a autonomia dos recém-chegados.
Exercemos desta forma o nosso direito à indignação. Como parte da sociedade civil pensamos que o que se passa no interior das faculdades diz respeito a todos. Logo, jamais poderemos fechar os olhos à triste realidade das "tradições académicas". E juntamos a nossa voz à voz de todos os que lutam diariamente contra o cinzentismo da praxe e se batem por uma faculdade crítica, aberta e democrática!


Elaborado pelos Antipodas, MATA, República das Marias
Subscrito pela República Prá-kys-tão, e algumas dezenas de intelectuais e músicos portugueses como Sérgio Godinho, Prado Coelho, Luís Afonso, e mais uns quantos que a memória não recorda...

sexta-feira, outubro 06, 2006

Brecht

Bertolt Brecht…
…Quando a arte transforma!


“Nos tempos sombrios também se cantará?
Também se cantará sobre os tempos sombrios.”


Se Shakespeare brindou, com o seu drama, a chegada da cruzada das luzes burguesas e a partida dos crápulas do obscurantismo, do credo, do feudo, e das ideias, Brecht apagou a fogosidade da revolução dos “melhores”, para brindar o povo com a luta contra o fado operário, contra o drama dos “piores”, cantando a libertação dos oprimidos.
Mais filho do seu tempo, do que filho da sua classe, Bertol(d)t Brecht abandona simbolicamente uma das letras do seu nome, como quem abandona a teia social que o viu nascer, recusando o aliciamento para uma vida mais facilitada...
Em prosa ou em verso, Bertolt Brecht acreditava que, com o teatro e a musica como ferramentas, combateria a alienação, pilar fundamental do regime capitalista. Se foi no papel que ficou o legado do seu génio, foi e ainda vai sendo, em palco, que mais a sua obra transformou e transforma.
Revolucionário na vida e na obra, pois é acima de tudo através da obra que pretende ajudar na revolução, BB cedo constatou que não só estava falida a estética e a moral burguesa, (moderada ou radical, consoante se demonstrava democrática ou fascista), como cedo também se apercebeu das limitações do realismo soviético. Brecht, revela, na forma como gradualmente vai rejeitando a estética do realismo soviético, a sua extrema clareza não só quanto à forma mas também ao conteúdo que a Revolução começara a ter com a chegada dos oportunistas.
No seu pouco mais de meio século, Brecht lutou acima de tudo contra o Nazismo que lavrava um dos maiores pesadelos da Historia do continente Europeu, contra a estética burguesa que aprisionava toda a arte em sumptuosos e inacessíveis museus e pela libertação da classe operária que definhava como havia definhado a escravatura no tempo de Shakespeare.
Atacando no coração dos tiranos da sabedoria, Brecht cunha cada fragmento do seu trabalho, do seu subtexto, para alertar os operários, primeiro da urgência da Revolução, depois da chegada dos oportunistas. Preferindo combater o nazismo exilado nos Estados Unidos da América, do que combater Estaline na União Soviética, BB torna-se referência da vanguarda intelectual dos “aliados”, sem por isso passar a produzir (como tantos o fizeram) para o ego do seu mundo, mas para continuar a transformar, o próprio ego do Mundo.
Mergulhar no universo de Brecht é perceber que tudo o que ele pensava da sociedade era aplicável ao processo criativo. O processo criativo era o momento ideal, segundo Brecht, para violar o dogmatismo dos criadores e a sua pretensa genialidade, era visto como o palco privilegiado para ensaiar as suas concepções sobre o colectivismo, o ataque à hierarquia e a desmaterialização do privilégio de classe, na produção artística.

Quando Brecht se cruza com Weil…
Bertolt Brecht dizia “… O objectivo do teatro deveria ser alterar a sociedade. Os locais de diversão devem tornar-se órgãos de comunicação de massas…”
Kurt Weil dizia “… Quero chegar às pessoas reais, a um público mais representativo. Se a música estiver confinada à sala de espectáculos, a sua existência não se justifica…”
E quando em 1927 estas duas mentes se encontraram, a poesia de um e a música do outro, os momentos de criação a dois que se seguiram foram de perfeito enlace, e levaram a algo profundamente novo.
Deste duo resulta uma nova concepção de ópera. Weil e Brecht utilizaram uma linguagem musical e poética acessível à maioria das pessoas, utilizando a sua arte para denunciar as desigualdades da sociedade em que viviam, encorajando as suas audiências a pensar, a inquietarem-se, a questionarem. Era convicção de ambos que o seu papel como artistas era o de exercer uma função transformadora e actuar revolucionariamente sobre a sociedade. Ou seja, não queriam apenas explicar o mundo, mas também transformá-lo.
Das obras de Brecht e Weil destacaram-se “A Ópera do Três Vinténs”, “Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny” e “Os Sete Pecados Mortais”. Destas obras aquela que mais impacto e sucesso causou foi a “Ópera dos Três Vinténs”.
A “Ópera dos Três Vinténs” estreou em Berlim em 1928. Esta ópera, baseada na “Ópera do Mendigo” de John Gay, foi originalmente produzida em 1728. O texto aborda questões sociais, e o estilo musical é aquele dos cabarets de Berlim.
Nesta ópera, o mundo é amoral e profundamente capitalista, sendo que os negócios transcendem o próprio amor – facto que constitui um verdadeiro ataque à sociedade capitalista, no qual as emoções se submetem ao poder económico. Por outro lado, os personagens considerados criminosos acabam por ser recompensados, constituindo este facto uma ilustração daquilo que se passa numa sociedade capitalista.
A repressão da sociedade capitalista é retratada de tal modo, que até os mendigos só podem existir dentro desse sistema, ou seja, que ser mendigo se tornou uma profissão.
“…A comida vem em primeiro lugar. Só depois vem a moral…” – é uma das frases que serve de base à maioria da acção nesta ópera, e que funciona como uma provocação para o espectador, pois colocando a comida antes da moral, apela-se para que se considere as actuais circunstâncias de vida de cada uma das personagens (ladrões, prostitutas, pedintes), em vez de julgá-los no abstracto.
As canções/árias que surgem ao longo desta ópera representam um novo estilo, são operáticas na sua apresentação, mas o seu estilo de cabaret inverte a percepção comum de ópera. Estas canções/árias muitas vezes servem para interromper a acção, e fazer com que o público se desligue dos personagens – funcionando como testemunhos sociais. O objectivo era o de levar os espectadores a pensar sobre a peça, e a sentir que a mudança da sociedade em que viviam era urgente.
Quando Brecht escreveu o texto para esta ópera, o seu interesse pela teoria marxista era recente, e talvez por isso os elementos políticos e sociais da peça não são tão claros como noutros trabalhos que desenvolveu posteriormente. No entanto trata-se de uma obra brilhante, que foi central no sucesso dos trabalhos de Brecht e de Weil.
A colaboração entre estes dois homens termina com a subida de Hitler ao poder, e com o inevitável exílio de ambos… os trabalhos que realizaram em tempo de convulsões sociais, tão provocadores e agitadores política e filosoficamente, deixaram bem claro ao regime de Hitler que a presença de ambos era perigosa…

Entrevista imaginária a Bertolt Brecht nos tempos modernos…
(A partir de textos poéticos)

Como retratas o tempo em que vivemos?

“… Vivemos em tempos sombrios… Uma fronte sem rugas denota insensibilidade. Aquele que ri ainda não recebeu a terrível notícia que está para chegar.””Os tempos modernos não começam de uma vez por todas…, o meu avô já vivia numa época velha, o meu neto talvez ainda viva na antiga. A carne nova come-se com velhos garfos. Épocas novas não a fizeram os automóveis, nem os tanques, nem os aviões sobre os telhados, nem os bombardeiros. As novas antenas continuam a difundir as velhas asneiras. A sabedoria continuou a passar de boca em boca.”

E quem é o responsável pelas sombras dos tempos (pós)-modernos?

“O que tem fome e te rouba o último pedaço de pão chama-lo teu inimigo, mas não saltas ao pescoço do teu ladrão que nunca teve fome.”

Num contexto em que a grande maioria dos direitos está em causa, o que pensas da privatização do ensino, da saúde, da segurança social...?

“Privatizaram a tua vida, o teu trabalho, a tua hora de amar e o teu direito de pensar. É da empresa privada o teu passo em frente, teu pão e teu salário. E agora não contentes querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que só à humanidade pertence.”

O que dirias aos jovens de hoje que não se interessam por política?

“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, da renda, dos sapatos e dos remédios dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, o pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo…”

Ainda achas que é possível mudar o mundo?

“Não aceites o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar.”

Os resistentes de todo o mundo começam a dar uma resposta, muitas vezes radicalizada, contra as infra-estruturas do poder. O que achas das formas de luta que têm vindo a ser adoptadas por grupos como os sem terra no Brasil, dos estudantes mexicanos que ocuparam a sua universidade quase meio ano ou mesmo do movimento anti-globalização que não para de perseguir cada reunião das grandes instituições do poder politico como o G8, a NATO, a ONU ou a UE?

“Sobre a Violência…, a corrente impetuosa é chamada de violenta, mas o leito do rio que a contém, ninguém chama de violento. A tempestade que faz dobrar as bétulas, é tida como violenta, e a tempestade que as faz dobrar os dorsos dos operários na rua?”
Por: Ana Filipa e Renato Prá-ky

quarta-feira, outubro 04, 2006

Ai como está o mundo bem acompanhado...



Coreia reforça o seu poder dissuasor
por KCNA

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da RDPC esclarece a posição do país acerca da nova medida para reforçar a dissuasão à guerra.


PYONGYANG, 03/Outubro (KCNA) -- O Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Democrática e Popular da Coreia emitiu em 3 de Outubro a seguinte declaração esclarecendo solenemente a posição da RDPC acerca da nova medida a ser tomada para reforçar a dissuasão à guerra para a sua auto-defesa.

Os EUA aumentam diariamente a ameaça de uma guerra nuclear e as suas sanções e pressões viciosas provocaram uma situação grave na Península Coreana pela qual os supremos interesses e a segurança do nosso Estado são seriamente desrespeitados e a nação coreana é posta na encruzilhada da vida e da morte.

Os EUA tornaram-se mais frenéticos nos seus exercícios militares e na concentração de armas na península e nas suas vizinhanças para o objectivo de lançar a Segunda Guerra da Coreia uma vez que fez de facto uma "declaração de guerra" contra a RDPC através da banditesca adopção de uma resolução no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Ao mesmo tempo, estão a fazer esforços desesperados para internacionalizar as sanções e o bloqueio contra a RDPC não poupando meios e métodos covardes ainda não experimentados numa louca tentativa para isolar e asfixiá-la economicamente e derrubar o sistema socialista escolhido pelo seu próprio povo.

A actual administração Bush chegou ao extremo de fazer o ultimato de que puniria a RDPC se esta se recusasse a capitular aos EUA dentro do calendário estabelecido por este. Sob a actual situação em que os EUA movimentam-se para isolar e sufocar a RDPC esta chegou à pior fase, indo para além de todos os extremos. A RDPC não pode mais permanecer como espectadora dos desenvolvimentos.

A RDPC já declarou que tomaria todas as contra-medidas necessárias para defender a soberania do país e a dignidade da nação frente às viciosas acções hostis da administração Bush.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da RDPC é autorizado a declarar solenemente o que se segue em conexão com as novas medidas a serem tomadas para reforçar a dissuasão à guerra para a auto-defesa:

Primeiramente, o campo da investigação científica da RDPC irá no futuro efectuar um teste nuclear sob condições em que a segurança será firmemente garantida.

A RDPC foi obrigada a abandonar o TNP quando a actual administração dos EUA sucateou (scrapped) a Estrutura Acordada RDPC-EUA (DPRK-US Agreed Framework) e ameaçou seriamente a soberania da RDPC e o seu direito à existência.

A RDPC anunciou oficialmente que fabricou armas nucleares actualizadas depois de passar através de processos transparentes legítimos para enfrentar a ameaça agravada dos EUA de uma guerra nuclear e de sanções e pressões.

A posse já declarada de armas nucleares pressupõe o teste nuclear.

A ameaça extrema dos EUA de uma guerra nuclear e de sanções e pressões obriga da RDPC a efectuar um teste nuclear, um processo essencial para reforçar a dissuasão nuclear, como uma medida correspondente para a defesa.

Como segundo ponto, a RDPC nunca utilizará armas nucleares em primeiro lugar e proíbe estritamente qualquer ameaça de armas nucleares e transferência nuclear.

Um povo sem um dissuasor confiável da guerra está obrigado a esperar uma morte trágica e a soberania do seu país está destinada a ser desenfreadamente (wantonly) desrespeitada. Isto é uma amarga lição ensinada pelos banhos de sangues resultantes da lei da selva em diferentes partes do mundo.

As armas nucleares da RDPC servirão como um confiável dissuasor da guerra a fim de proteger os supremos interesses do Estado e da segurança da nação coreana em relação à ameaça americana de agressão e para prevenir uma nova guerra e salvaguardar firmemente a paz e a estabilidade sobre a península coreana sob quaisquer circunstâncias.

A RDPC sempre implementará sinceramente seu compromisso internacional no campo da não proliferação nuclear como um estado com armas nucleares responsável.

Em terceiro lugar, a RDPC fará tudo o que puder para realizar a desnuclearização da península e dar impulso ao desarmamento nuclear à escala mundial e finalmente à eliminação de armas nucleares.

Como a RDPC tem sido exposta à ameaça nuclear e à chantagem americana ao longo de mais de meio século, ela propôs a desnuclearização da península antes de quaisquer outros [lugares] e tem feito o máximo esforço para este fim.

Os EUA, contudo, abusaram da ideia de desnuclearização lançada pela RDPC para isolar e sufocar a ideologia e o sistema escolhido pelo seu povo, enquanto sistematicamente permaneciam indiferentes a toda a sua magnanimidade e sinceridade.

O objectivo final da RDPC é não uma "desnuclearização" a ser seguida pelo seu desarmamento unilateral mas sim um destinado a ajustar as relações hostis entre a RDPC e os EUA, e a remoção da própria fonte de todas as ameaças nucleares da Península Coreana e da sua vizinhança.

Não há alteração na posição de princípio da RDPC de concretizar a desnuclearização da península através do diálogo e da negociação.

A RDPC fará esforços positivos para desnuclearizar a península do seu próprio modo e sem falha apesar de todos os desafios e dificuldades.


A versão em inglês encontra-se em http://www.korea-np.co.jp/pk/
Contributo de José Lança

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Abu-Ghraib - Para que não nos falte a memória! Parte II


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